quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Comestível e descartável

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Estou morrendo. Já percebo essa monotonia me envenenando dia após dia, e isso não é, de maneira alguma, poético. É estúpido, rídiculo, uma mulher como eu, emancipada de todos os preconceitos e convergências sociais, me deixar abater por essa nuvem cinza. Logo eu que sempre fui tão rosa-choque, tão cheia de mim, tão dona das minhas vontades. Errei quando esqueci das minhas crenças e preces de independência, quando sucumbi a um desejo passageiro que fez de mim não só comestível como também descartável. Mas aceito meu erro, porque se errar é humano, errar por amor é divino!

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

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Hoje o céu estava nublado e o clima morno. As pessoas se movimentam vagarosamente, a cena estava toda em câmera lenta.
Ainda sonolenta senti no rosto o sopro de um vento forte que bagunçou meu cabelo. Senti frio, mas não havia levado casaco, aí eu me abracei, aí eu percebi o quanto eu estava só e me dei conta do quanto eu estava bem. É incrível como a minha solidão é fortalecedora!!!

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Foi engano!

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Depois de tudo creio que eu já consiga ter maturidade suficiente para discernir lembranças de imaginação. Olhando essas fotos agora começo a perceber que metade do que eu via em você era o que eu queria ver, entende? Todo esse fascínio era apenas uma projeção minha, nunca foi você, no fundo, no fundo era só uma vontade desesperada de me encontrar em outro alguém.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Uma dor que não é minha

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Hoje eu não vou falar de você, nem da nossa separação e muito menos da minha dor. Eu vou falar de algo maior, vou falar do sofrimento que ultrapassa os limites, da dor que supera a carne, do nunca que será sempre nunca.
Ele nem era muito meu amigo, resolvi ir mesmo por consideração. Escolhi um modelo básico de preto, nada de acessórios e uma leve maquiagem para camuflar as olheiras e o rosto ainda com os aspecto de sono. O clima era pesado e o sentimento de perda irreparável visível. Tão novo, tão bonito, tinha um futuro promissor... as pessoas lamentavam. Não tive coragem de chegar mais perto, toda aquela atmosfera estava me deixando sensibilizada, foi aí que eu me deparei com aquele mulher ao lado dele, firme, serena, quase que petrificada. Os olhos não derramavam uma lágrima, mas os lábios tremiam, assim como suas mãos enquanto rezava um terço. Perguntei ao que estava ao meu lado, "é a mãe dele?" e obtive uma resposta positiva. Como assim? Me perguntei. Uma mãe que não chora, que não se descabela, será que ela era realmente a mãe dele? Fiquei ali por mais longos minutos observando aquela ação comedida, ela não olhava pra ele, olhava para frente, para o nada.
As pessoas começaram a esvaziar a sala, tinha chegado a pior hora, o enterro,então, no primeiro monte de terra eu vi aquela rocha desmoronar. O grito daquela mãe foi o barulho mais assustador que eu já ouvi na vida, era mais que um grito de dor, de desespero, era de amor. O maior amor do mundo. Como permitir que a vida leve o que saiu de você, o que por direito te pertence? Como entender que anos e anos de dedicação e cuidados, risos e choros serão apenas lembranças, muitas vezes entristecidas por aquela tarde chuvosa?
Ela não aguentou, saiu de cena carregada, o corpo porque a alma ficou ali do lado do filho tão amado.
Fui pra casa analisando tudo, era como um filme rodando em minha cabeça com direito à camera lenta. Talvez aquela quase indiferença, fosse na verdade a esperança. O desequilíbrio dos lábios e das mãos fossem uma prece, os olhos ora cerrados ora vidrados na porta a ilusão de que nada aquilo era verdade e que logo ele entraria por aquela mesma porta reclamando do juiz que anulou o gol que ele havia dedicado a ela.
Esse foi sem dúvida o episódio mais triste e revelador assistido por mim. A vida dessa senhora nunca mais será a mesma, e depois disso a minha concepção de amor também não.

Primeiro selinho

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Gente [hoje estou pura alegria], ganhei meu primeiro selinho da mi nha nova amiga, seguidora e inspiradora Lary do blog: Di-Lua que dá umas dicas incríveis, super fashion. Api estão as regras:
1º Repassar o selo para 10 blogs;
2º Avisar para cada blogueiro que receber;
3º Responder as perguntas.


Nome: Edvanne Sabino
Uma Música: Mil anos - Jorge e Matheus
Dez Coisas sobre mim:
1 - Estudo administração
2 - Tenho vinte e um anos, segundo meu RG, mas um espiríto que oscila entre os 15 e os 50 anos de idade.
3 -Namoro, mas alimento uma paixão secreta por Caio Fernando Abreu
4 -Amo tudo que é impresso, palpável eque tenha cheiro de livro velho
5 - Amo e defendo os animais
6 - Sou viciada em net
7 - Quero fazer um intercâmbio na Argentina
8- Estou realizada profissionalmente
9 - Estou engatinhando para a realização amorosa
10 - Acredito na Felicidade
Humor: Quase sempre feliz
Uma Cor: Lilás, cor do meu blog, rsrsrsrs
Como Prefere Viajar: Com os amigos
Um Seriado:Gossip Girls, é tudo!!!
Frase ou Palavra mais Dita por você: Hã
O que achou do selo? Ameeeeeeeeeeeeeeeeeeeei

Blogs indicados:
Quando olha nos meus olhos - http://daniborali.blogspot.com/
Coisas de uma adolescente noiva - http://adolescenteemapuro.blogspot.com/
Seja Essência e não aparência - http://wwwautenticidade.blogspot.com/
Colher uma Flor pode abalar uma estrela - http://soniacas.blogspot.com/




quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Ele

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Eu poderia ter escrito sobre as suas frases de efeito, seus olhares, ou sobre todas as nossas conversas em que não havia nada a ser dito mas a gente insistia só pra não perder o momento.
Risadas, conversas, mensagens, olhares, beijos, abraços, piadas, tudo isso daria um bom texto, mas ainda assim eu nunca escrevi sobre nada disso.
Eu nunca escrevi sobre você. Até hoje. Até agora.
Essa é a primeira vez que te transcrevo do jeitinho que você realmente é.
Fisicamente? Lindo, cada dia mais. Quando eu o conheci ele ainda carregava aquela expressão de menino que sonha em salvar o mundo. Sorria com a boca e com os olhos também e de brinde esse olhar ainda vinha repleto de estrelinhas. Alto, moreno, forte, só aí já dá pra ter belos sonhos, mas ainda tinha mais, tinha o lado de dentro. Apaixonante, essa palavra define tudo, incluindo o bônus e o ônus para as possíveis aventureiras a fisgar esse enorme coração ou, como vovó dizia, um ótimo partido.
Educado, carinhoso, gentil, companheiro, inteligente, bem-humorado, romântico, sensível, ufa!!! Seria perfeito, mas apesar da aparência, ele não é um super-herói, pelo contrário é tão humano que como qualquer um também vem com aqueles pequenos defeitos de fábrica.
Assim como uma criança birrenta ele não gosta de receber um não, então para mantê-lo dócil diga que vai pensar com carinho. Ele é pisciniano e não resiste a carinhos na nuca.
Apesar dos anos e do tamanho ele ainda continua bastante imaginativo, muitas das vezes a realidade é insuficiente e aí ele perde o interesse fácil, fácil, sendo assim, deixe-o sonhar, mas sonhe junto. Às vezes essa mistura de mundos vai deixá-lo confuso, é nesse momento que ele vai precisar de um norte, caso contrário  se perde.
Mesmo com a aparência de aço, ele adoece facilmente, mas não adianta levá-lo às pressas ao hospital, geralmente a dor está localizada no coração.
Digamos que para entendê-lo é preciso atenção e paciência. O garoto que ri, fala com todos e parece feliz, pode ser o mesmo que chora sozinho segurando o cobertor durante toda a madrugada. Tem que ter sensibilidade para se aproximar da cama e simplesmente abraçá-lo.
Não importa muito a ordem, ele pode ter sido o primeiro ou último, mas com certeza fará parte da lista dos inesquecíveis.
Com tantos detalhes, quase me esqueço de sua principal proeza, ele escreve e isso faz dele ainda mais encantador quando não cruel. As mesmas palavras que conquistam são as que mandam embora. E nem sempre os beijos virão com gosto de mel, os momentos ao lado dele são ora felizes, ora tristes, ora estranhos, entretanto, sempre vale a pena ficar. E é tão irônico porque mesmo que você queira ficar, um dia ele vai decidir que precisa ir e acredite, ele vai, vai, mas deixa todos os sentimentos intactos, as lembranças ruins somem, só ficam as boas à espera da saudade e então você percebe que ele ainda te ama,só não te quer mais e você vai ficar feliz com isso.

O final não era feliz e a história também não era pra ser minha

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Na verdade o que sinto por você mesmo é inveja. Invejo essa sua liberdade escancarada, sua vida desregrada e esse desimportar em dar satisfações. O que me encantou realmente foi eu poder olhar em seus olhos e por um momento me ver neles e então sentir aquele friozinho, que denuncia o possível perigo, na barriga. Todo dia era um novo dia e eu me permitia fugir com você, conhecer teus esconderijos, desvendar os teus rasos segredos, sentir o ar puro e também respirar.
Me apaixonei pela tua coragem em querer matar os meus dragões e pelas tuas promessas de um final feliz para sempre. Foi aí que eu descobri que estava vivendo a história errada. Eu não era a rapunzel, nem a branca de neve, nem a bella ou a adormecida, e apesar da semelhança também não era a cinderela. Eu era a ariel, eu era de um mundo e você do outro, você não poderia vim pro meu porque corria o risco de se afogar com tantas regras e outros padrões de comportamento e eu, para ir pro seu, teria que fazer sacrifícios. Para ficar ao seu lado eu teria que abrir mão da minha voz, das minhas crenças, opiniões e de mim. Seria uma escolha sem volta.
E foi a partir daí que eu desisti de finais felizes, passei a desconfiar dos príncipes e comecei a aceitar sapos. Não que eu não me julgue merecedora de um encantado, mas é que prefiro, antes de mais nada, pesar o custo benefício. Às vezes, uma relação sem muitas expectativas pode trazer surpresas incríveis ou não lhe trazer nada, mas tudo bem porque você não estava esperando nada mesmo.
Seria isso viver sem emoção? Seria, mas pelo menos eu sei que assim, eu vou continuar inteira.