quinta-feira, 25 de agosto de 2011

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Entenda, nesse momento, o tamanho do meu sorriso é proporcional ao tamanho da minha dor.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

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Não amar alguém é libertador. Você aí que sofre, que tem com o coração na mão e a cabeça nas nuvens deveria tentar. Amar ninguém é amar um pouco mais você. Ser sozinho não é tão cruel quando dizem por ai. Ser sozinho é uma grande descoberta quando você se basta.

Amor por conveniência

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Ela encostou sua cabeça na janela pra observar a chuva que caia incessante do lado de fora. Mas tudo o que conseguiu enxergar foram suas olheiras roxas e profundas no reflexo do vidro. Cansada de tormentos e noites mal dormidas. Sabia que a salvação que tinha era fugir dali só com a roupa do corpo, a única bagagem necessária era a coragem. Mais isso sempre teve de sobra. Ela só não sabia aonde ir. Contudo era como se cada sarda do seu rosto te dissesse que ela não precisava de um lugar, mas somente de uma pessoa. Uma pessoa não é só um corpo é uma casa. É um esconderijo secreto, um lugar seguro. É mais que uma mão estendida é um coração aberto. E isso ela sabia , mesmo sem ninguém nunca ter  ensinado isso a ela. Conseguia sentir no fundo da alma, bem onde as pessoas costumam guardar lembranças doces e sonhos deslumbrantes. Lá também tinha uma porção de certezas inexplicáveis. (laismendes)

Ei, você que um dia eu amei demais. Você que me fez perder noites de sono, que me fez perder a concentração e o foco. Você que eu dizia ser o amor da minha vida, você que nunca foi nada meu, mas era tudo pra mim… Enchi os ouvidos das minhas amigas com o seu nome, escrevi seu nome milhões de vezes na última folha do meu caderno, desperdicei sorrisos imaginando nossos diálogos que nunca aconteceram, decifrei erroneamente seus olhares… Ah você, que um dia eu julguei ser meu mundo, que a vida parecia nem ter existido antes de você chegar… Você hoje, se tornou apenas uma lembrança. Hoje eu consigo enxergar que você foi só mais um, que tudo aquilo que eu sentia, não chegava nem perto de ser amor, mas que por conveniência, a gente acaba chamando de amor.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

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E então você vem com esse jeito faceiro e me pergunta porque eu te escolhi.
Por que? Simples. Encontrei nos seus olhos as estrelas que não via mais no céu.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

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Não é que talvez o amor não seja necessário, mas porque mesmo sendo necessário, ele machuca. E ando muito ferida pra suportar um pouco mais de dor. Então eu queria que alguém me dissesse que vai ficar tudo bem, sabe? Porque esta incerteza toda tem me desnorteada demais. E uma ansiedade aguda toma conta de mim minuto a minuto.E ainda há a saudade.E mesmo que as previsões sejam positivas, tudo ainda me parece tão longe! E eu estou com pressa, e sede e fome demais. Percebe como minhas palavras estão respirando com dificuldade? Então eu te peço pra não me deixar tão sozinha assim nesta fase. Mesmo que haja sol e as ondas vão e venham incansavelmente me lembrando do movimento da vida, a sua voz me faz tanta falta quanto uma brisa. Não que tenha me faltado companhia, mas em algum momento o abraço termina porque as pessoas têm as suas vidas. E ainda, o barulho das cidades têm me incomodado tanto quanto este silêncio denso. Então eu fico sem saber pra onde ir. E fico tão sonolenta e encolhida no meu canto até que alguém venha me abraçar novamente. E às vezes esse socorro demora tanto por causa da minha necessidade sempre tão urgente de tudo. De paz. Por não querer sufocar ninguém, fico aqui, sufocada.
Só estou te dizendo estas coisas porque acho estranho você não ter a menor curiosidade em saber como tenho me sentido. Depois de tudo. Porque não existe um segundo sequer em que eu não pense e queira saber e deseje que você esteja bem. Só isso.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Um ponto sem conversa

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Ele chegou mudo. Tentei puxar assunto tagarelando sobre o meu dia e a dúvida sobre o cardápio para o nosso almoço de domingo. Ele não respondeu, disse que precisava de um banho pra esfriar a cabeça. E foi aí que meu sexto sentido despertou para a posição de alerta. Saiu do banho cabisbaixo, passou pela cozinha e não veio beliscar a comida. "Alguma coisa tá errada", eu pensei. O chamei para jantar e ele disse que não estava com fome, eu me sentei em uma das cadeira da sala de jantar, as pernas estavam bambas, uma angústia no peito e a certeza de que realmente alguma coisa estava errada. Foi então que ele disse em voz baixa: "Precisamos conversar."
Eu desabei. Essas palavras nesse contexto não era um bom sinal. Minhas pernas estavam trêmulas, meu estômago revirado e o coração disparado... Ora, eu não sou nenhuma iniciante, já passei por isso e sabia no que iria dar.
Reagi na hora. Levantei subitamente da cadeira, peguei minha bolsa e sai. Antes que eu batesse a porta ele me perguntou pra onde eu estava indo. "Vou ali, não se preocupe porque eu vou demorar, você vai ter tempo." Respondi e sai em disparada sem olhar pra trás, sem nem mesmo saber que rumo tomar.
Andei muito, me distanciei o máximo de casa, mas meus pensamentos continuavam lá. Na volta o coração sangrava a cada passo, tive tanto medo, medo de voltar, de descobrir a verdade. Mil perguntas se passavam na minha cabeça: "Será que ele usou o tempo pra pensar ou pra fazer as malas?" "Será que acabou?" "O que ele queria me dizer?" "Não era melhor ter ficado para ouvir?"...
Parei em frente à porta, respirei fundo e a abri lentamente e lá estava ele a me esperar... mais uma vez o vazio dos pontos finais.

sábado, 9 de julho de 2011

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Poderia dizer que todo tipo de amor é eterno. Mas tenho um nó em minha garganta que às vezes me faz pensar o contrário. A vida poderia me dar sempre apenas motivos para sorrir, mas as coisas são assim mesmo. Tudo dói, mas depois passa. Aliás, o amor é assim mesmo. Tudo desmorona, mas depois passa. Poderia dizer que amanhã vai dar tudo certo, mas talvez, só por acreditar na felicidade, tudo pode me fazer chorar no dia seguinte.