segunda-feira, 20 de agosto de 2012

As novas sensações

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Você me encontrou num péssimo dia. Eu não fui nem educada e muito menos doce com você, características essas tão típicas minhas. Não, e o problema também não era com você, era comigo – bem clichê isso, né? Mas de fato o problema era comigo. – É que no dia anterior eu tinha levado um fora, mas não um fora qualquer, daqueles que a dor alivia comendo chocolate ou assistindo  a um filme romântico em que o mocinho é tão fantástico que você volta a acreditar na espécie “homem”. Não, o meu foi “O FORA”, daqueles que você perde o chão, quebra a cara e cai na real. Chorei por fora até quando as pessoas ao meu redor se cansaram de mim, chorei por dentro até quando eu sequei. Me prometeram um mar de amor e quando eu enfim pulei não era nem sequer um córrego. Enfim, me fechei para balanço. Então quando você apareceu eu nem tinha mais fé em nada. Logo naquele dia em que meu cabelo nem arrumado estava e eu fiquei tão distraída esperando meu sorvete de Ovomaltine (não gosto mais de morango!!!), você vem e e me chama de Pequena Sabine – quem além do meu avô me chama de Pequena Sabine? – você me chamou assim e eu te sorri como se eu fosse a pessoa mais importante do mundo, alguma estrela sendo reconhecida por um fã. E ao te ver, franzi a testa tentando vasculhar alguma lembrança sua, mas você foi ágil e sincero ao me dizer que de fato eu não te conhecia, mas você sim. Não só me conhecia, como também me lia e me entendia. Foi bem aí que você ganhou 3.000 pontos comigo. Mas mesmo assim, eu estava com pressa e também não estava afim de papo. Não queria saber de homem, aliás, queria saber de um, que por sua vez não me queria – coisa triste a gente querer quem não quer a gente .
Não trocamos telefone e nem um outro contato de redes sociais, mas você foi esperto e me procurou no google. Riu dos meus vídeos no youtube, me adicionou no facebook, me seguiu no twitter e conseguiu meu número. E já tem alguns dias que a sua voz é a primeira que ouço ao amanhecer e a última quando já estou na cama prontinha para dormir.
Você está me ganhando garoto. Aos poucos, bem pouquinho.

domingo, 29 de julho de 2012

O teu primeiro texto

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Você sempre me disse que sua maior mágoa era eu nunca ter escrito um texto sobre você. Nem que fosse te xingando, te expondo. Qualquer coisa...
Você sempre foi o único homem que me amou. E eu nunca te escrevi nem uma frase num papelzinho amassado.
Você sempre foi o único amigo que entendeu essa minha vontade de abraçar o mundo quando chega a madrugada. E o único que sempre entendeu também minhas crises de choro quando eu constatava que já era impossível abraçar alguém, o que dirá o mundo.
Outro dia eu encontrei um diário meu, de 2003, e lá estava escrito: “hoje eu larguei meu namorado sentado e dancei com ele na festa de formatura”. Ele, no caso, é você. Dei risada e lembrei que em todos esses anos, mesmo eu nunca tendo escrito nenhum texto para você, eu por diversas vezes larguei vários namorados meus, sentados, e dancei com você. Porque você é meu melhor companheiro de dança, mesmo sendo tímido e desajeitado. Depois encontrei uma foto em que você está com um daqueles óculos escuros espelhados de maconheiro. E eu de saia rodada de bailarina. E nessa época você não gostava de mim porque eu era a cdf da classe. Mas eu gostava de você porque você tinha um cabelo de nuvem e um lindo par de olhos verdes que só ficavam verdes para mim. E eu me achei horrível na foto, mas senti uma coisa linda por dentro - deu uma saudade da gente naquele tempo. Aí lembrei que alguns anos depois, quando eu já não era mais a bobinha da classe e sim uma universitária metida à esperta que discutia livremente sobre política, religião e futebol, você viu algum charme nisso e me roubou um beijo. Eu me senti tão traidora porque tinha uma devoção cega àquele namorado que logo em seguida me abandonou. Foi ridículo. Eu chorei por dias e dias, mas assim, um choro ingênuo, choro de uma recém casada que vê seu marido indo para guerra. Chorei por outro em teu colo e você permaneceu ali. E mesmo assim, não te fiz nem sequer um texto de gratidão.
Não te escrevi nenhum pedido de desculpas, quando eu mesmo sabendo que você estaria ali na fila para ocupar a vaga no meu coração, fiz uma seleção às escuras. Optei por outro e te mantive no cargo de eterno amigo.
Também não sei por que eu não escrevi um texto quando você foi na minha casa me visitar e me viu jogada no tapete da sala aos prantos, e me disse a frase mais linda que eu já ouvi na minha vida: “eu sei que você não gosta de mim, mas deixa eu ficar perto de você  mesmo assim”. Eu poderia ter escrito um texto para você, quando eu te pedi a única coisa que não se pede a alguém que ama a gente “me faz companhia enquanto ele não volta?”. E você fez. E você me olhava de canto de olho, se perguntando por que raios fazia isso com você. Talvez porque mesmo sabendo que eu não amava você, você continuava querendo apenas continuar perto. E eu me nutria disso. Me aproveitava. Sugava seu amor para sobreviver um pouco em meio à falta de amor que eu recebia dele, do outro.
Eu fui tão cruel com você e com os teus sentimentos. E mais uma vez, você estava ali oferecendo seu ombro, seu colo, seus ouvidos e seu amor.
Depois você começou a namorar uma menina e deixou, finalmente, de gostar de mim (eu acho). E eu podia ter escrito um texto para você. Claro que eu senti ciúmes e senti uma falta absurda de ti. Mas ainda assim, eu deixei passar em branco. Nenhuma linha sequer sobre isso. Depois eu também podia ter escrito sobre aquele dia que você me xingou até esgotar seu vocabulário de palavrões. Eu fiquei numa tristeza sem fim. Depois pensei que a gente só odeia quem a gente ama. E fiquei feliz. Pode me xingar quanto você quiser desde que isso signifique que você ainda gosta um pouquinho de mim.
Quando eu berro Strokes no volume mais alto ou quando eu me sinto feliz com alguma ironia barata. Tudo é você. Quando eu coloco um brinco pequeno ao invés de um grande. Ou quando eu fico em casa jogada no sofá assistindo documentários históricos. Tudo é você. Eu sou mais você do que fui qualquer homem que passou pela minha vida. E eu sempre amei infinitamente mais a sua companhia do que qualquer companhia do mundo, mesmo eu nunca tendo demonstrado isso. E, ainda assim, nunca, nunquinha, eu escrevi sequer uma palavra sobre você. Até hoje. Até essa madrugada. Em que você, pela primeira vez, foi embora sem sentir nenhuma pena nisso. Foi a primeira vez, em todos esse anos, que você simplesmente foi embora!!! Como se eu não fosse nada ou que não tivesse nenhuma importância. Você se foi. Me abandonou sem aviso prévio. E o que você usa para não sentir dor ou saudade? Foi a primeira vez que você deixou de me olhar, de ficar por perto. E foi por isso, porque você deixou de ser o menino que me amava e passou a ser um homem de verdade , que se respeita, que se impõe  e que talvez ainda me ame, mas que mais que isso, se ama, que agora, só agora, você mereceu um texto meu.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

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Você pode não pensar, você pode pensar em esquecer, mas eu lhe digo: se você me ama, com amor, sem maldade, você não vai me esquecer. Não saio daí de dentro, nem que você me pegue pelos cabelos. Mas você também pode me pegar pelos cabelos e nós podemos…ok, nós sabemos o que nós podemos. Nós podemos tudo, não é mesmo? Você já percebeu como nós somos? Rimos, brincamos, brigamos, choramos, amamos…é assim mesmo, amor. Desse jeito. O amor é assim, amor. Amor, o amor pode doer, pode dar saudade, pode fazer o lado vulnerável arrastar correntes pelo quarto na madrugada…mas ele é lindo. Lindo como você.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

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Eu já parei o meu tempo, mudei minha rotina e esbandalhei minha vida uma vez, e não vou fazer isso de novo. Não vou! Porque não há amor no mundo que justifique a falta de amor próprio.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

No meio do caminho, desisti.

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Desisti no meio do caminho.
Desisti porque lembrei do passado. Cenas felizes, beijos ardentes, confissões sussurradas, sorrisos, lágrimas e reconciliações febris... bumerangues humanos numa brincadeira dolorosa.
Desisti no meio do caminho porque me perguntei o que aconteceria depois dali e não obtive respostas. Incertezas me assustam. Sou uma pessoa planejada, gosto de rotina e qualquer imprevisto me deixa perdida.
E por fim, no meio do caminho desisti porque percebi que eu tenho futuro e não poderia alcançá-lo se continuasse assim, sonhando e vivendo para trás.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

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Eu nem deveria mais ouvir esse tipo de música. Mas elas não tem culpa, culpada sou eu que insisto em associações.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

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Ele não vai te ligar e pedir desculpas, talvez não fale com você nem por internet. Não vai se arrepender de nada do que fez, e nem reconhecer que errou. Não vai perceber que está te perdendo aos poucos, ou que já perdeu. Não vai pedir pra que tudo volte a ser como era antes, ele está feliz assim. Não vai dizer para os amigos que sente a sua falta ou algo do tipo, e nem lembrar de você ao ouvir uma música. Ele não vai passar noites acordado pensando no quanto poderia ter dado certo, nem vai ficar imaginando planos que um dia poderiam se realizar. Não vai sentir ciúmes ao ver você conversando com outro menino, e com toda certeza do mundo, não vai passar horas no seu perfil só pra saber como foi seu dia, ou se você se interessou por alguém. Ele não vai perceber que fez a maior burrada de sua vida, nem vai se lamentar por ter perdido a pessoa que o fazia sorrir. Ele não vai compartilhar fotos de casais no facebook, e nem escrever coisas tristes no twitter. Ele não vai chorar, nem sofrer e muito menos morrer de amor. Não vai dar justificativas do porquê de tudo ter acabado, e nem vai querer saber o que você pensa sobre, e nem como você reagiu a tudo isso. Ele não vai sorrir ao te encontrar na rua, e se te ver, não vai ficar pensando o dia inteiro em como seu cabelo estava lindo, ou em como o seu sorriso é estonteante. Ele não vai correr atrás de ninguém, e provavelmente logo estará com a menina mais fácil que encontrou por aí. Ele não vai te amar, isso, se chegou a amar um dia.
PS: Esse foi um texto escrito pelo meu sensato cérebro ao meu burro coração.