
Para sempre. Essa frase é muito longa e depende do destino que é muito vago e, como se não bastasse, é irmão do
futuro, que por sua vez, é totalmente incerto.
Bem, se eu sabia de tudo isso por que acreditei em você? Talvez porque eu goste de me enganar, sempre tive uma tendência
sadomasoquista.
Lembro muito bem do meu primeiro amor, Leonardo
di Caprio, lindo, loiro, romântico, uma mistura de tudo com não-quero-mais-nada. Gostava da ideia de amá-lo, mesmo sem ele saber. Só o meu amor bastava para
nós dois.
Mais tarde, deitada em um divã, descobri que isso que eu sentia pelo
Léo (pois é, tinha até apelido) era o famigerado
Amor Platônico. O nome não me agradava, mas a forma de amar sim. Porque o amor
platônico é
sinônimo da verdadeira concepção do amor, aquele de total entrega e doação, sem se esperar nada em troca.
Se isso machuca? Não. Como posso culpar uma pessoa por não sentir algo, sendo que nem ela sabe o que deveria sentir?
Bem diferente do
Amor não correspondido , e esse realmente dói, porque você
sabe o que sente e o outro também, mas ele simplesmente não se importa.
No amor
platônico, o sentimento é seu, você é responsável por ele. Enquanto no amor não
correspondido você divide com o outro o amor, cria expectativas,
planeja o futuro e a recíproca, infelizmente, não é verdadeira.
No amor
platônico você é tão auto-suficiente que é capaz de amar pelos dois. E o amor não
correspondido? Sua auto-estima é zero, porque todo amor, inclusive o próprio, foi entregue ao outro. E você se transforma em um fantasma do que foi um dia.
Vejam bem, eu não estou defendendo esta ou aquela forma de amor, até mesmo porque amar só é realmente bom quando acontece ao mesmo tempo para ambos. Mas entre amar de forma velada e ser
esnobada por amar alguém que não merece, eu prefiro a primeira opção. Ou eu amo e recebo amor em troca ou guardo esse
sentimento para mim. é sempre bom ter uma reserva para os
momentos de pós-separação. Tenho certeza que a minha auto-
estima vai agradecer!