quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Apenas um lugar

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Havia alguma coisa nele que me fascinava, não, ele não era bonito, era diferente, exótico. Talvez fosse a personalidade, sempre tive essa mania de admirar os outros além da pele. Ele tinha um ar que outrora acreditava ser de mistério, mas hoje percebo que era de indecisão mesmo, e isso me fascinava ainda mais, sempre quis ser o norte de alguém.
Acontece que eu não consegui guiá-lo, então resolvi segui-lo e assim me perdi. Abandonei meu eu para me transformar em sua. Me esqueci, me relaxei, me anulei. Me tornei, por amor, uma mulher submissa, sem opinião, minhas respostas se resumiam a sim, aceito, tudo bem. Mas não estava tudo bem, nada está bem agora. Você se foi e eu não pude te acompanhar, voltar não posso mais, me afastei demais do meu mundo. Seguir? Pra onde? Estou parada e sendo absorvida pela areia movediça desse caminho incerto e inseguro para onde você me trouxe. Deserto, é aqui que eu me encontro, sem flores, sem vida e sem amor. Meu Deus, dai-me forças para encontrar um lugar onde eu não possa sentir tanto a ausência dele. Não quero mais nem estar sem estar e nem viver sem viver.

2 comentários:

DANIELA BORALI ॐ disse...

Nossa!!!!! Muito parecido comigo!!!!!! Com tudo que vivi e ainda vivo... ou sobrevivo!!!!!!!!

Edvanne Sabino disse...

Pois, é. Acho que atualmente eu sobrevivo! Essa dor é insuportável. E eu espero, sinceramente que passe.

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